Liberdade para falar. Liberdade para ouvir. Liberdade para dissentir. Este é o mote do Livre (Desa)foro.
Com ele, pretendemos desaforar do mundo judiciário as discussões que se travam em torno da justiça, tornando acessíveis a todos as encruzilhadas em que, não raras vezes, desemboca esta atividade soberana do Estado. Sobretudo, queremos falar de justiça de forma descomplexada, desmistificando e desmitificando ideias feitas a seu propósito, e abrir novos horizontes neste campo.
Este espaço quer ser um fórum de liberdade, onde se discute e pensa a “Justiça” e a “justiça”, maiúscula e minúscula, o valor e a organização humana, fora das paredes institucionais e até dos quadros mentais vigentes e estabelecidos. Olhar o presente e pensar o futuro.
Estabelecer um blogue com esse perímetro de objetivos será ambicioso, mas, olhando bem, algo de perfeitamente natural.
O espaço de discussão na grande rede de comunicações é o sítio onde, naturalmente, os pensamentos mais livres podem circular. Por outro lado, são cada vez mais os espaços virtuais, especialmente quando falamos de redes sociais, em que a liberdade é apenas aparente, substituída pela ligeireza, a irreflexão, a falsa notícia, que mais propriamente deve chamar-se de mentira e, tantas vezes, pelo insulto. Para um debate nesse terreno não estávamos disponíveis. Mas era importante fazê-lo.
Foi assim com naturalidade que surgiu a ideia deste blogue, cujos criadores são quatro juízes, mas que a última coisa que se pretende é apresentar visões ou perspetivas fechadas ou institucionais sobre a justiça.
O que se quer, alargando o debate tanto quanto possível a participação externa e variada, é pensar e discutir a justiça de forma inteligente, inovadora e plural. Numa linha crítica ou concordante. Definindo linhas de respeito por quem escreve ou lê e com absoluta rejeição da ignorância, do atavismo e do sectarismo, qualquer que seja.
Fazê-lo incorporando alguns dos princípios que levaram recentemente a amplos consensos entre agentes do sistema judiciário. Que as diferenças, até acaloradas, são importantes e necessárias. Mas que a discussão e o debate não podem acabar nunca.
A única regra que aqui se estabelece é uma, e só uma: a estrita observância de uma ética de responsabilidade pelas posições assumidas e de respeito pelos destinatários delas – os cidadãos.
É o que pretendemos fazer, com dois artigos todas as semanas, um à quinta-feira, de um convidado semanal, e outro ao domingo, de um dos autores residentes.
Cá estaremos, sempre pelas 20.00 horas de cada um desses dias. Sejam bem-vindos!